Promotor denuncia Bruno e mais 8 por 4 crimes cometidos no caso Eliza

MP aponta para existência de materialidade do assassinato da modelo.
Juíza tem até meia noite desta quinta-feira (5) para decidir sobre as prisões
Eliza SamudioPolícia Civil ainda faz buscas pelo corpo de Eliza
Samudio (Foto: Reprodução/TV Globo)

O promotor Gustavo Fantini revelou, em um comunicado distribuído à imprensa, na manhã desta quinta-feira (5) que todos os nove indiciados no caso do desaparecimento e morte de Eliza Samudio foram denunciados por quatro crimes. Todos eles vão responder na Justiça por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor.
O representante do Ministério Público ainda informou que pediu à juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues -que recebeu o inquérito- a prisão preventiva dos nove indiciados. Oito já estão presos: o goleiro Bruno; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Marcos Aparecido dos Santos, o Bola; Sérgio Rosa Sales; Dayanne Souza; Elenilson Vítor da Silva; Flávio Caetano; e Wemerson Marques. A namorada de Bruno, Fernanda Gomes de Castro, que mora no Rio de Janeiro, completa a lista.

De acordo com o comunicado da promotoria, a soma de todas as provas apresentadas pela polícia, principalmente pericial e documental, além dos depoimentos, aponta para a existência de materialidade do assassinato de Eliza Samudio.

Em entrevista coletiva, o promotor disse que a magistrada expediu o mandado de prisão preventiva para todos os denunciados. Ainda de acordo com Fantini, Fernanda é a única que permanece em liberdade. "Foram expedidos todos os mandados de prisão preventiva, inclusive da Fernanda. Caso ela não apresente para a polícia, será considerada foragida", disse Fantini. A assessoria de imprensa do TJMG não confirma que os mandados de prisão tenham sido expedidos.

O inquérito foi concluído pela polícia no dia 29 de julho. O goleiro Bruno de Souza, Macarrão, Flávio Caetano; Wemerson Marques, Dayanne Souza, Elenilson da Silva, Sérgio Rosa e Fernanda Gomes foram indiciados por homicídio triplamente qualificado (uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, motivo torpe e uso de meio cruel), sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores

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