Com exoneração oficializada, Polícia Federal quer ouvir Turnowski de novo
Ele deve prestar novos esclarecimentos sobre a Operação Guilhotina.
Data do depoimento ainda não foi confirmada pela Polícia Federal.
Um dia depois do anúncio da saída de Allan Turnowski da chefia de Polícia Civil, a Polícia Federal do Rio confirmou que pretende ouvi-lo novamente. A data, no entanto, ainda não foi divulgada. Na sexta-feira passada (11), Turnowski já havia sido chamado para prestar esclarecimentos nas investigações da Operação Guilhotina.
A ação predeu 38 pessoas, incluindo policiais civis e militares, acusados de envolvimento com milícias, traficantes e máfia dos caça-níqueis. Entre os presos está o delegado Carlos Oliveira, que foi subchefe de Polícia Civil, na gestão de Turnowski.
A exoneração de Allan foi publicada no DIário Oficial desta quarta-feira (16), junto com a nomeação da delegada Martha Rocha para seu lugar .
Nova chefia de Polícia Civil
Em entrevista coletiva na terça-feira (15), Martha afirmou que o grande desafio pela frente é lutar pelos bons policiais da instituição.
"Acho que a gente tem que ter uma polícia bem treinada, qualificada. Acho que temos que ter sim, uma Corregedoria forte. O bom policial não teme a corregedoria forte. Ele deseja uma corregedoria forte", disse.
Sobre sua equipe, Martha Rocha afirmou que já pensou em alguns nomes e que na quarta-feira (16) ela e o secretário de Segurança Pública do estado, José Mariano Beltrame, devem começar a definir os quadros. “Nunca me vi como chefe de polícia, por isso, não tenho os nomes de uma equipe dentro da bolsa,” disse.
Perfil
Martha é a primeira mulher a ocupar o cargo e deixa a direção geral da Divisão de Polícias de Atendimento à Mulher (DPAM).
A delegada Martha Rocha entrou na Polícia Civil em 1983. Ela começou sua carreira policial como única mulher no plantão da 14ª DP (Leblon). Martha foi delegada titular da 15ª (Gávea), 12ª DP (Copacabana), 18ª (Praça da Bandeira), 20ª DP (Grajaú) e 37ª (Ilha do Governador). Ela inaugurou a Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM), em Campo Grande, na Zona Oeste, e também esteve à frente da DEAM, no Centro da cidade. Em 1999, ela ocupou o cargo de subchefe de polícia. Martha Rocha também já atuou como corregedora de polícia, informou a Secretaria de Segurança.
A delegada foi ainda vice-presidente da Comissão de Organização da Polícia Civil na Rio 92 e implantou a Delegacia de Atendimento ao Turista (DEAT), além de ter sido professora da Academia de Polícia.
Enquanto atuou como delegada titular da 15ª DP (Gávea), ela foi a responsável pelas investigações do sequestro ao ônibus 174, em 2000, que terminou com a morte de uma refém e do sequestrador. Na época, ela indiciou o comandante do Bope, que participava da operação.
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