Militar morto no Alemão foi vítima de tiro acidental, diz Força de Pacificação

Militar morto no Alemão foi vítima de tiro acidental, diz Força de Pacificação
Conclusão saiu de Inquérito Policial Militar divulgado nesta terça-feira (15).
Soldado foi baleado na cabeça por colega de farda no dia 3 de janeiro.
O tiro que matou o soldado Irving Vianna Martins dos Santos, no inicio de janeiro, foi disparado por um colega de farda acidentalmente, segundo conclusão do Inquérito Policial Militar divulgado nesta terça-feira. O episódio aconteceu no teleférico do Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio.

De acordo com a Força de Pacificação, na tarde de 3 de janeiro, o soldado Irving estava em momento de descanso e acompanhado por mais quatro soldados foi até ao teleférico tirar fotos do alto da comunidade.

No local, um dos soldados do grupo portava uma pistola 9 milímetros e disparou acidentalmente atingindo Irving na cabeça, informou a Força de Pacificação. A vítima foi baleada na cabeça. O autor do disparo possuía habilitação para manusear a pistola e participou de cursos de disparos de instrução por três anos.

Ainda segundo informações da Força de Paz, os militares envolvidos eram amigos e não tinham qualquer tipo de rixa. O Inquérito Policial Militar, que apurou as circuntâncias da morte do soldado Irving, será encaminhado na quarta-feira (16) à 1ª Circunscrição Judiciária Militar. Em seguida, o Ministério Público Militar vai avaliar o inquérito.

Autor do tiro está em liberdade
A Força de Pacificação informou que o militar que atirou acidentalmente no soldado Irving está em liberdade. Segundo o relações públicas do órgão, Major Fabiano, o militar envolvido no caso foi afastado do trabalho no Alemão desde o episódio e continua atuando em seu quartel de origem.

Armas são periciadas
Na época do crime, a família do soldado Irving reclamou das informações desencontradas do Exército sobre o caso. Na ocasião, em nota oficial, o Exército já havia informado que o militar foi morto por um disparo acidental.

“Primeiro falaram que tinha sido um acidente à bala e que ele estava sozinho. Depois, que foi um tiroteio e que ele estava com outras oito pessoas. Um tiro na cabeça de pistola não é coisa de bandido. Dá uma revolta isso, não podem abafar o caso”, afirma a noiva do militar, Juliana Lucena, de 28 anos.

De acordo com o Exército, apó ser baleado o militar foi levado para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, também na Zona Norte, e depois transferido para o Hospital Central do Exército, onde morreu.

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